Fertilizante Foliares

Reforce,
Supa Bor,
Agri K,
Pit Stop,
Supa-Sílica,
Supa-Link,
Supa Cobre.
High Roots,
Risol.

Agrichen;
Booster ZnMo,
Broadacre CMZ,
Cal Super,
Max Fruit,
Max Flor,
Wert Plus,
Sprint,
Potasium King,

Adheviru’s,
Bacflex.

Amiorgan,
Amino Plus,
Ajifol .
Adheflex;
Adheviru’s,
Bacflex.
V-6,

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Fitas e peças para Irrigação por Gotejamento

Gotejamento Manári, Tiquira, Amandi, Durázio.
Peças para irrigação por gotejamento como, filtros, injetor de fertilizantes, conectores, reguladores de pressão, válvula ventosa.

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Semente de Milho

Milho Verde H. BM-3061,
Milho H. BM-2202, BM-1115, BM-1120

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Mudanças climáticas na cultura cafeeira

Técnicas agronômicas na redução dos efeitos das mudanças climáticas na cultura cafeeira.
Autores: Paula Rodrigues Salgado (1) e José Laercio Favarin (2)
Em fevereiro de 2007 o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima) divulgou um relatório sobre as mudanças climáticas e os impactos sobre o planeta Terra. A grande preocupação é em relação ao aquecimento global, que caracterizará, num futuro próximo, um cenário de clima mais extremo com secas rigososa, inundações, ondas de calor entre outras ocorrências. Em resposta a essas alterações a agricultura poderá sofrer influências negativas na produtividade.
As perspectivas dos pesquisadores são de um aumento de temperatura na ordem de 4ºC nas próximas décadas. A considerar os prognósticos de aumento de temperatura e do avanço tecnológico para amenizar essas alterações pode-se admitir a possibilidade de atenuar agronomicamente os efeitos prejudiciais de um aumento de temperatura nas culturas, sem evidentemente, resolvê-los.
No caso do cafeeiro, os parâmetros climáticos para o zoneamento da espécie Coffea arabica são fundamentados naqueles da região de origem, a Etiópia. O café arábica é uma espécie adaptada a região equatorial de altitude, embora possa vegetar e frutificar muito bem em planaltos tropicais, como o centro-sul brasileiro. Nessas condições, temperaturas médias térmicas consideradas satisfatória a cafeicultura arábica, estão entre 18oC e 22oC. Níveis de temperatura entre 28oC e 33oC provoca redução na produção de folhas e na atividade fotossintética do cafeeiro (Drinnan & Menzel, 1995).
Segundo Assad et al. (2004) o zoneamento do café em função dos cenários de mudanças climáticas será modificado. Com base nessa perspectiva, as regiões produtoras como, Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo, diminuirá a área cultivada em 73,4%, 35,4%, 45,2%, 72,7%, respectivamente, para uma expectativa de aumento da temperatura em até 5ºC.
Neste contexto, caberia a seguinte pergunta: como a Engenharia Agronômica poderia contribuir no sentido de atenuar os efeitos das mudanças climáticas sobre a produção agrícola? A resposta a essa indagação passa, inevitavelmente, pela nutrição mineral do café e pelo sistema de produção, em particular o uso de arborização.
Nutrição mineral x cafeeiro
A fotossíntese é o principal processo realizado pelas plantas, em que transforma a energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono (CO2), água (H2O) e elementos minerais em compostos orgânicos, com formação de matéria orgânica (96% da planta) e liberação de oxigênio (O2). Entre os nutrientes mineirais, o nitrogênio (N) tem papel principal na utilização da energia luminosa e no metabolismo fotossintético do carbono (Marschner, 1995). Numa adubação nitrogenada de acordo com a nova situação em foco poderia aproveitar, em parte, o excesso de energia luminosa, o que reduziria o risco de danos fotoxidativos.
Plantas em ambiente com alta intensidade luminosa apresentam fotoxidação, processo que causa danos celulares e pode provocar morte de células comprometedo a produção final do cafezal. Quando a absorção de energia luminosa, tranformada em elétrons, captada pela planta, ultrapassa a capacidade de utilização desses elétrons, durante a fotossíntese, há a formação de espécies reativas de oxigênio (O2-, H2O2, OH-), que são tóxicos as células e destroem a clorofila, as membranas, DNA e outras organelas.
Da mesma forma que o N, as deficiências de magnésio (Mg) e de potássio (K) aumentam a sensibilidade das plantas a danos fotoxidativos, por diminuir o metabolismo fotossintético do carbono, bem como a translocação de fotoassimilados (açucares) da fonte para o dreno. Nesse caso haveria acúmulo de carboidrato na fonte (folha) inibindo por "feed-back" a continuidade da assimilação de CO2 , o que, também, resultaria na presença de mais elétrons e formação de espécies reativas de oxigênio.
Os micronutrientes boro (B) e zinco (Zn) participam efetivamente na fixação fotossíntetica de CO2 e na translocação de fotoassimilados (açucares). Deste modo, a deficiência desses nutrientes pode potencializar o dano fotoxidativo, assim como a deficiência de Manganês (Mn) resposável pela reposição de elétrons ao fotossistema II. Será que os níveis de interpretação, desses nutrientes serão os mesmo para a futura situação ambiental?
Há evidências de que o Cálcio (Ca) está envolvido no processo adaptativo das plantas ao estresse por altas temperaturas. Foi observado em plantas nutridas com Ca um aumento da atividade das enzimas envolvidas na detoxificação de H2O2. Entretanto, em relação a essa nutrição o benefício poderia ser maior não tanto pelo aumento da dose, mas pela sua aplicação em profundidade.
De maneira geral, a fotossíntese é responsável pela produção de açucares necessários para o crescimento vegetativo e reprodutivo da planta. Uma vez diminuída a taxa fotossintética da planta por estresses ambientais a produção do cafeeiro tambem é afetada. Neste caso, o acompanhamento nutricional da planta se faz necessário para manter e/ou aumentar a produtividade, fato que reforça a importância da análise foliar.
Sistema de produção – café arborizado
A arborização proporciona um sombreamento moderado para amenizar os extremos térmicos e reduzir o depauperamento do cafeeiro, resultante das altas produções.
A implantação de árvores no interior do cafezal resulta em benefícios ao cafeeiro, em regiões climaticamente limitróficas e, principamente, com as novas perspectivas do aquecimento. De maneira geral, a arborização contribui para amenizar os efeitos do vento sobre o café, atenuar os extremos térmicos (redução da temperatura máxima e aumento da temperatura mínima), e redução da radiação global, além de diminuir a radiação emitida pela superfície, fato que impede o resfriamento noturno.
O cafeeiro arborizado durante o dia intercepta parte da radiação, uma vez que o dossel formado pelas árvores exerce uma cobertura parcial sobre o cafeeiro, sem que haja um resfriamento em excesso à noite, pois a perda de calor é amenizada pelas árvores. Se o cafeeiro a pleno sol, nas condições atuais, apresenta elevada alternância de safras (bienalidade), com seca de ramos, pode-se esperar que no futuro esses problemas sejam intensificados, assim, uma arborização com redução de 20% a 30% de irradiância poderá viabilizar a cafeicultura nas mesmas zonas, sem a necessidade de reduzir a área cultivada.
Tanto a nutrição mineral como a arborização são técnicas que podem ser utilizadas pelos produtores, em que somente a arborização poderia representar, a primeira vista, alguma dificuldade à sua adoção.
Referencias Bibliográficas:
ASSAD, D. A.; PINTO, H. S.; JUNIOR, J. Z.; ÁVILA, A. M. H. Impacto das mudanças climáticas no zoneamento agroclimático do café no Brasil. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.39, n.11, p.1057-1064, nov. 2004.
DRINNAN, J.E.; MENZEL, C.M. Temperature affects vegetative growth and flowering of coffee (Coffea arabica L.). Journal of Horticultural Science, v.70, p.25-34, 1995.
Marschner, H. Mineral nutrition of higher plants. Academic Press, San Diego, 1995.
Autores:
1- Paula Rodrigues Salgado é Engenharia Agronôma, doutoranda pela Universidade de São Paulo, ESALQ/USP. Atua principalmente com a cultura do cafeeiro. e-mail: prsalgad@esalq.usp.br
2- José Laercio Favarin é Professor Doutor associado da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo (ESALQ/USP). Departamento de Produção Vegetal. e-mail: jlfavari@esalq.usp.br

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